Filhos: estimulando o que são, não o que queremos que sejam
Nem todas as pessoas conseguem realizar tudo aquilo que desejam em sua vida. Seja no plano pessoal ou na profissão, até mesmo em seus hobbies, algumas coisas podem acabar ficando para trás e por fazer.
Disso resulta que muitos pais costumam refletir essas pequenas frustrações e expectativas em seus filhos. Assim, proporcionam para eles tudo aquilo que sentiram falta em sua própria vida, no entanto, nem sempre se perguntam se suas vontades e seu gosto também são partilhados por seus filhos.
Os filhos não são cópias dos pais
É natural que os pais depositem em seus filhos a esperança de que eles possam realizar mais coisas e se sintam mais satisfeitos que seus progenitores. No entanto, um erro que os pais acabam cometendo nessa situação é acabar anulando o desejo do filho para prevalecer o seu.
Infelizmente alguns pais chegam a julgar como errado, sem importância ou ruim aquilo seus filhos gostam. Veem somente defeitos e empecilhos naquilo que eles gostam, não tem o menor deseje de incentivar os filhos em seus talentos, mas querem fazer despertar neles algo que não possuem.
É fato que alguns filhos realmente nascem com os mesmos talentos dos pais, ou então têm o sonho que eles tinham quando mais jovens, mas nem sempre é assim. Os filhos são seres individuais que têm seus gostos, vontades e anseios.
Se os pais não apoiarem aquilo que seus filhos desejam, o destino que esses jovens terão será o mesmo deles: a frustração sob alguns aspectos de sua vida. Além disso, se os pais rotulam todos os seus gostos como errados, o jovem ainda cresce com sua autoestima e autoconfiança abalados, porque veem-se como inadequados para a sociedade.
É fundamental que os pais não depositem expectativas e esperanças em excesso sob seus filhos no que diz respeito a seguirem os passos que eles não puderam dar. Os pais precisam perceber em seus filhos as vocações que eles têm e auxiliá-los a trilhar seu caminho da melhor maneira possível.
Quando dizemos que os pais modelam os filhos e a eles cabe a formação e educação, não estamos dizendo que trata-se de trabalhar em sua personalidade características que eles não possuem. O que dissemos é que os pais devem auxiliar aos seus filhos para serem o melhor que eles podem ser, o seu próprio melhor, e não o espelho ou cópia de quem quer seu seja.
Todas as pessoas nascem com talentos e os desenvolvem e aprimoram com o tempo. Os pais devem oferecer aos seus filhos todos os meios de desenvolverem suas habilidades, para que eles possam ressaltar naturalmente aquela que é sua aptidão.
Então, serão os guias, os conselheiros, os companheiros que vão nortear os caminhos para que seus filhos possam realizar-se naquilo que gostam, e não no que os pais gostariam.
Não importa se toda a família é de médicos e um dos filhos deseja ser músico, ou vice versa. Cada qual deve investir naquilo que realmente é, e buscar aprimorar-se para utilizar esse dom em prol de um legado positivo.
Os pais deveriam orgulhar-se do que seus filhos são e auxiliá-los a serem tudo aquilo que têm potencial para ser. Não se deve obrigar os filhos a viverem um sonho que não é deles.

