“Na volta a gente compra!” – Saiba por que você não deve mentir para os filhos!
Quem nunca ouviu essa frase dos pais ou já a disse para os filhos? A “mentirinha” neste caso parece inofensiva, rápida e prática para resolver um problema. Mas, na verdade essa postura não educa.
São várias as “mentiras estratégicas” que adotamos no processo educativo, e elas funcionam bem, não é mesmo? Então, que mal podem fazer? Afinal, nos poupam trabalho e aparentemente resolvem a questão.
Sinto muito em dizer, mas neste caso, mesmo sendo 1° de Abril, não posso mentir. Educar é um processo contínuo e as nossas crianças aprendem principalmente observando os nossos comportamentos. Logo, quando mentimos, as ensinamos também a mentir. Além disso, quebramos a confiança que é base para uma boa relação entre pais e filhos. Por isso, nenhuma “mentirinha”, por melhor que seja a intenção, é inofensiva.
O exemplo do “Na volta compramos” é bem conhecido, e é usado, porque tira o foco de um problema maior. Mas qual a razão de não explicar o motivo real para não comprar? Neste caso, se tratando de questões financeiras, a explicação do motivo ajudaria a criança a compreender, aos poucos, a necessidade de aprender a lidar com o dinheiro e a valorizar as conquistas materiais.
Além dessa, existem outras mentiras que contamos de maneira inconsciente, numa tentativa de livrar nossos filhos de sofrimentos ou buscando supervalorizá-los. Quem nunca disse ao filho “Você é o melhor do mundo!” ou “Ninguém pode magoar você, porque você é incrível!”? É verdade que queremos fazer com que nossos filhos sintam-se especiais e amados, mas quando dizemos desta maneira, mentimos.
Eu sei que para você, o(a) seu filho(a) é o(a) melhor do mundo. Mas, caso a criança cresça acreditando veementemente nisto, podemos trazer problemas para ela. As crianças têm uma personalidade egocêntrica por natureza e quando reforçamos isso, distorcemos a realidade para satisfazer o ego delas e o nosso também.
Não há problema em elogiar os filhos, por exemplo. O problema está em supervalorizá-los e subestimar as outras crianças. Uma criança supervalorizada tem muitas chances de crescer acreditando ser superior às outras, quando não é.
Por esses e outros motivos a verdade é importante no processo educativo. Não existem atalhos, educar dá trabalho, mas quando o trabalho é feito com amor e dedicação produz frutos!

