Para educar é preciso ouvir: A importância do diálogo
Você já participou de uma conversa que mais parecia um monólogo? Só você ouvia enquanto apenas o outro falava? Essa situação nos causa sensações negativas, não é mesmo? Isso porque sentimos como se nossa opinião não fosse tão impactante como a da outra pessoa.
Sentimos como se nosso pensamento não tivesse valor, que não importa nosso sentimento, mas sim, ouvir e ouvir aquilo que o outro tem a dizer. E no final, não nos lembramos nem mesmo da metade dessa explanação enfadonha.
Agora, reverta essa situação para uma conversa entre pais e filho. É muito comum que os pais falem muito e ouçam pouco. Porque acreditam que como têm mais experiência podem explanar com certeza aquilo que desejam dizer. Mas, o filho vai aprender dessa maneira?

Os filhos também têm opinião
Se uma criança está chorando, para o adulto pode fazer todo o sentido do mundo dizer para ela parar, no entanto, para a criança isso não faz sentido. Se ela chora algo a incomoda ou magoa, não seria melhor, então, solucionar o motivo do choro e não eliminar essa manifestação?
Esse é somente um exemplo dos muitos erros que os pais podem cometer na educação do filho. Eles falam, ditam regras, apontam erros e “dão sermões”, mas raramente escutam o que o filho tem a dizer.
Não ouvem a sua opinião, não perguntam sobre seu pensamento, não questionam se concordam. No entanto, os filhos têm o seu parecer sobre cada situação, têm suas razões para tomarem certas atitudes, e por isso, é essencial investir em diálogo para educar.
Por que o diálogo é importante?
Os pais e também educadores tem a complexa missão de auxiliar na formação de novos cidadãos. Eles precisam ajudar essas pessoas a se desenvolverem habilidade e características positivas, para que elas podem sufocar qualquer hábito negativo que possa querer se manifestar também.
No entanto, isso somente é possível com atitudes positivas e conhecendo o ser que se educa. Mas como vamos conhecer essas pessoas se não paramos para ouvir o que ele diz? Como vamos opinar sobre algo que acontece com ele, se não sabemos aquilo que ele mesmo pensa sobre isso?
O diálogo é um momento de conhecer, debater, trocar ideias e chegar a um consenso sobre determinado assunto. É quando pais e educadores têm abertura para desvendar o pensamento e os sentimentos do indivíduo, e assim podem guiá-lo e instruí-lo sobre aquilo que precisa de ajuda.
Essa forma de agir institui a democracia e faz com que o jovem ou criança perceba que aquilo que ele sente tem valor, que sua opinião é respeitada. Não se trata de fazer suas vontades, mas sim, escutar o que ele tem a dizer.
Além disso, quando damos voz para essa jovem pessoa, ela desenvolve sua capacidade de comunicação e expressão, desenvolve a forma como expõe aquilo que sente e pensa. É uma forma de estimularmos nela a inteligência emocional e racionalidade.
Por isso, os momentos de diálogo são uma parte importante da educação de jovens e crianças, e esse momento não deve ser submetido por um monólogo. É essencial que desde cedo as crianças sejam estimuladas a falar, pois assim saberão utilizar suas palavras para se expressarem ao invés de guardarem em si aquilo que sentem, ou então utilizarem formas mais agressivas de comunicação, como o choro ou a birra.
Com o diálogo também estabelecemos uma relação de confiança e mostramos para o jovem e a criança que pode confiar nas pessoas que o cercam, o que minimiza as chances de se vincularem a grupos ou desviarem sua rota para caminhos perigosos, como a criminalidade ou as drogas.

